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5 dicas para melhorar a amamentação e facilitar a pega do bebê

  • Foto do escritor: Dra. Hingrid Donegá
    Dra. Hingrid Donegá
  • há 8 horas
  • 5 min de leitura

Amamentar é natural, mas isso não significa que seja sempre fácil. Nos primeiros dias e semanas, mãe e bebê estão aprendendo juntos. Posição, pega, sustentação da mama e até pequenos ajustes no corpo do bebê podem transformar completamente uma mamada que estava desconfortável.

E existe um ponto importante: amamentar não deveria significar suportar dor intensa todos os dias.

Quando a pega está adequada, a tendência é que o bebê consiga retirar o leite de maneira mais eficiente e que a experiência seja mais confortável para a mãe.

Por isso, reunimos 5 dicas práticas que podem ajudar a melhorar a amamentação.


1. Acerte a posição do bebê antes de pensar na pega


Antes de aproximar a boca do bebê da mama, observe o corpo dele. Uma boa referência é manter cabeça, pescoço e tronco alinhados, evitando que o bebê precise virar a cabeça para conseguir mamar.

Pense em você tentando beber água olhando para o lado. Não seria exatamente confortável, certo? O ideal é trazer o bebê em direção à mama, e não levar o corpo da mãe em direção ao bebê.

A barriga do bebê pode ficar voltada para o corpo da mãe, com o corpo bem apoiado e próximo. E atenção: evite pressionar a parte de trás da cabeça. O bebê precisa conseguir realizar pequenos movimentos para posicionar-se adequadamente.


2. Não coloque apenas o mamilo na boca


Esse é um dos pontos mais importantes. Uma boa pega não acontece apenas no mamilo. O bebê precisa abrir bastante a boca e abocanhar o mamilo e uma boa porção da aréola, especialmente a região inferior.


Alguns sinais de uma pega adequada são:

  • boca bem aberta;

  • lábios voltados para fora;

  • queixo próximo ou encostado na mama;

  • bochechas arredondadas durante a sucção;

  • sucção ritmada;

  • presença de deglutição;

  • ausência de estalos repetitivos ou perda frequente do selamento;

  • mamilo sem deformação importante ao final da mamada.

Uma pega superficial pode causar dor, fissuras no mamilo e dificultar a retirada adequada do leite.


3. Ajude o bebê a fazer uma pega profunda


Em vez de simplesmente colocar o mamilo dentro da boca, podemos estimular o bebê a abrir bem a boca antes da pega. Posicione o bebê próximo à mama, com o nariz aproximadamente na altura do mamilo. Encoste suavemente o mamilo na região do lábio superior e aguarde uma abertura ampla da boca. Quando isso acontecer, aproxime o bebê da mama, direcionando inicialmente o queixo. O movimento deve ser rápido, mas delicado.

Uma dica importante: é o bebê que vai até a mama, e não a mama que precisa ser levada até o bebê. Isso ajuda a evitar que a mãe fique inclinada durante toda a mamada, o que pode provocar dores nas costas, pescoço e ombros.


4. Se precisar sustentar a mama, faça isso sem atrapalhar a pega


Algumas mães se sentem mais confortáveis sustentando a mama durante a mamada, especialmente nos primeiros dias. Uma técnica possível é posicionar os dedos formando um "C", com o polegar acima e os outros dedos abaixo da mama. Mas existe um detalhe importante: os dedos não devem ficar muito próximos da aréola. O bebê precisa ter espaço suficiente para abocanhar uma boa quantidade de tecido mamário.

Evite também pressionar a mama para "abrir espaço para o nariz". Quando o bebê está bem posicionado e com uma pega profunda, geralmente consegue respirar adequadamente sem necessidade dessa manobra.


5. Experimente diferentes posições


Não existe uma única posição perfeita para todas as mães e todos os bebês. O importante é encontrar aquela em que ambos estejam confortáveis e o bebê consiga realizar uma boa pega.


Algumas possibilidades são:


Posição tradicional

O bebê fica deitado transversalmente em frente ao corpo da mãe, apoiado pelo braço.


Posição de cavalinho

O bebê permanece mais verticalizado, sentado sobre a perna da mãe. Pode ser útil em determinadas situações, sempre com sustentação adequada.


Posição invertida ou "bola de futebol americano"

O bebê fica ao lado do corpo da mãe, com as pernas direcionadas para trás. Pode ser confortável após cesariana, para algumas mães com mamas maiores ou em outras situações específicas.


Posição deitada

Pode proporcionar conforto principalmente durante mamadas noturnas. É importante observar as recomendações de segurança para o bebê e evitar adormecer em situações que favoreçam sufocamento.

O melhor posicionamento é aquele que permite uma mamada eficiente, confortável e segura para aquela dupla mãe-bebê.


Como saber se o bebê está mamando bem?


Mais importante do que contar minutos no relógio é observar a eficiência da mamada e o bebê como um todo. Alguns sinais positivos incluem:

  • sucção ritmada;

  • deglutição perceptível;

  • bebê relaxado durante ou após a mamada;

  • mama ficando mais macia após mamar;

  • produção adequada de urina;

  • ganho de peso adequado;

  • ausência de dor persistente ou lesões importantes nos mamilos.

O acompanhamento pediátrico é fundamental para avaliar crescimento e ganho de peso.


E se amamentar continuar doendo?


Um desconforto inicial pode acontecer, principalmente durante o período de adaptação. Mas dor intensa, persistente, fissuras recorrentes ou sangramento não devem ser considerados simplesmente "parte da amamentação". Nessas situações, vale investigar a causa.

A dificuldade pode estar relacionada ao posicionamento, à pega, à produção ou transferência do leite, a alterações anatômicas e funcionais ou a outros fatores.

É aí que uma avaliação profissional faz diferença.


E a língua presa?


Quando um bebê apresenta dificuldade persistente para manter uma boa pega, estalos durante a sucção, mamadas muito longas, dificuldade na transferência do leite ou quando a mãe apresenta dor e lesões recorrentes, a função da língua também pode precisar ser avaliada.

A anquiloglossia, popularmente conhecida como língua presa, ocorre quando uma alteração do frênulo lingual limita funcionalmente os movimentos da língua. Mas atenção: nem todo frênulo diferente significa que o bebê precisa de frenotomia ou frenectomia.

Primeiro precisamos avaliar a função.

Como esse bebê movimenta a língua? Como realiza a pega? Como suga? Está transferindo leite adequadamente? Como está o ganho de peso? A mãe sente dor?

Somente depois dessa avaliação é possível determinar se existe uma limitação funcional e qual é a melhor conduta.


Amamentar também participa do desenvolvimento do bebê


Durante a mamada, língua, lábios, mandíbula e musculatura facial trabalham de maneira coordenada. Esse exercício funcional acontece justamente em um período de intenso crescimento e desenvolvimento das estruturas da face.

Além disso, sucção, deglutição e respiração precisam trabalhar em conjunto. O aleitamento materno também oferece benefícios nutricionais e imunológicos e proporciona momentos importantes de contato entre mãe e bebê. Por isso, apoiar uma amamentação eficiente vai muito além da alimentação.

É cuidado, desenvolvimento e vínculo.


Não existe amamentação perfeita. Existe uma dupla aprendendo.


Talvez essa seja a dica mais importante de todas. Cada mãe é diferente. Cada bebê é diferente. Algumas duplas se adaptam rapidamente. Outras precisam de alguns dias, ajustes de posição e orientação profissional. E algumas enfrentam dificuldades que precisam ser investigadas.

Isso não transforma a experiência em um fracasso.

Quando alguma coisa não parece estar funcionando, procurar ajuda pode tornar todo o processo muito mais leve.


Está difícil amamentar? Podemos avaliar a função oral do seu bebê

Na Donegá Odontologia, realizamos uma avaliação cuidadosa da função oral do bebê, observando língua, frênulo, mobilidade, sucção e outros aspectos que podem estar relacionados às dificuldades durante a amamentação.

Nosso objetivo não é procurar um procedimento.

É entender por que aquela dupla está enfrentando dificuldades e, quando necessário, trabalhar em conjunto com os demais profissionais que acompanham mãe e bebê.

Porque antes de tratar um frênulo, precisamos entender uma função.


 
 
 

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